O teu domínio

Eu estava exausta naquela tarde. Eram 3 horas e eu ainda não tinha almoçado. “Uma coca, por favor” era só o que eu conseguia decidir. Fiquei olhando o cardápio, tentando definir o que eu queria comer. Bocejei disfarçadamente. Era o cansaço virando tédio.

Tendo escolhido o prato, desci o cardápio à mesa e vi a sombra de um homem conversando com o garçom. Não sei porque, mas fiquei vermelha e tive vergonha de olhar diretamente pra ele. Abaixei a cabeça, passando a mão na testa para afastar o cabelo e levantei os olhos devagar. Ele olhava pra mim. Senti meu coração palpitar e as maças do rosto queimar.

O garçom se aproximou e fiz meu pedido, falando mais baixo do que o normal, com medo que ele ouvisse a minha voz. Ainda sentia o olhar pesado dele sobre mim. Senti meus ombros nus levarem a nudez para o resto do meu corpo. Era assim que eu me sentia: nua.

Mal consegui almoçar com aquela figura impactante me comendo enquanto saboreava uma sobremesa. Ele fazia hora, parecia me esperar. Pedi a conta. Ele também. Quis levantar, mas eu parecia presa a cadeira. Eu estava nervosa. Ele levantou, parou ao meu lado. Levantou-me segurando-me pelo braço com gentileza. Eu obedeci. Ele me levou até o carro, me sentou no banco de trás e sentou comigo. Foi quando ouvi sua voz, grave, dizendo ao motorista: “para casa”.

Ele me olhou, sério. Foi só então que observei seu rosto: lindo, mesmo sendo tão másculo. Tinha uma expressão que não consegui definir. Ainda hoje não consigo. De alguma forma, eu sabia que podia confiar nele e entendi que aquele medo não era medo: era um profundo respeito.

Eu estava com a boca entreaberta e o coração agitado. Ele segurou minha nuca e me puxou. Me beijou. Acariciou meus ombros e seios. Desceu a mão para entrar no meu vestido. Encontrou minha calcinha. Eu tremi. E suspirei. Fiquei completamente entregue àquele torpor. Eu esqueci onde estava e porque. Só sentia as mãos dele e a boca. O peito exalando calor. A respiração ofegante. O hálito dele, as têmporas levemente suadas, o perfume: eu estava embriagada, entorpecida, vencida. As coxas, tão grossas e fortes, tão perfeitamente desenhadas embaixo do tecido da calça. Senti o volume. Deixei minha mão percorrendo, sentindo o tamanho, sentindo a firmeza. Quis por a boca, mas me contive. Ele estava no comando desde o primeiro instante.

Chegamos a casa dele e descemos. Ainda me segurando pelo braço, ele me levou até a sala e me pediu para tirar o vestido: “tire”, e eu tirei. A voz dele não me deixava qualquer alternativa, nem eu queria, nem mesmo pensava. “Sente-se e mantenha sua postura”. Obedeci. Ele parou a minha frente, abriu o zíper da calça e tirou o pau duro, passando a mão devagar. Apontou-o pra mim, pos a mão no meu rosto para que olhasse pra ele e sorriu. “Abra a boca”. Meu coração disparou. Abri e ele entrou, quente, duro, pingando. Nada nunca havia sido tão excitante quanto aquilo. Ele controlava meus movimentos e deixava escapar alguns gemidos, de vez em quando. Eu estava completamente molhada e louca com aquela visão.

Ele tirou o pau e, quando passei a língua na cabeça do pau, antes de engoli-lo novamente, ele saiu inteiro da minha boca. Com as têmporas molhadas de suor e o rosto quente, ele me levantou. “De quatro”. Era o que eu esperava, como esperava… Ele acariciou minhas costas, apertou minha bunda, encostou o pau na entrada do meu cú. Ele estava molhado, pingando de tesão. Segurou o pau e esfregou, esfregou, esfregou… Comecei a rebolar como uma cadela no cio, quase implorando para ele me comer. Ele deu uma palmada pesada, ardida, e entrou na minha buceta quase me fazendo gozar.

Mexeu dentro de mim, entrou e saiu, pulsando e me inchando. Eu gritei, estava gozando, gozando, gozando! Eu estava sem controle quando ouvi a voz dele “não se mexa”. “Não se mexa…”, e gozou, gozou urrando, urrando como um bicho. “Vire-se” e pos o pau na minha boca outra vez, sentindo pequenos choques ao toque da minha língua. Olhei pra ele: o corpo moreno e suado estava mais bonito ainda. E o rosto, de olhar sério, tinha um sorriso de satisfação que entendi logo. Eu não sairia tão cedo daquela casa…

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